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augusto

Chamei de transformacionismo à ideologia perversa segundo a qual os seres humanos vêm com defeitos que devem ser consertados por alguma instituição hierárquica (seja uma escola, uma igreja, uma organização militar, uma corporação, um partido, um Estado ou algum tipo de ordem espiritual, seita, sociedade ou fraternidade). Essas instituições seriam, por um lado, espécies de reformatórios para educar as pessoas, quer dizer, ensiná-las, adestrá-las, domá-las; ou, por outro, ambientes para ensejar o seu desenvolvimento interior, colocando-as no caminho da sua evolução mental ou espiritual.

A perversão transformacionista adquiriu na modernidade outras formas, mais explicitamente políticas, a partir da crença de que a transformação das pessoas (no que elas não são) viria com a transformação da sociedade (no que ela não é, por meio da realização de alguma utopia autoritária que afinal “colocaria ordem na casa”). Essa transformação seria promovida pela intervenção consciente de uma militância política, social ou ambiental – sempre aglomerada em organizações hierárquicas – à qual caberia transfundir sua consciência para as massas ignorantes conduzindo-as em direção a um porvir radiante.

Esta ideologia é desconstituída com a aceitação de que devemos ser o que somos e não o que não somos (não há nada de errado conosco), de que não há nenhum lugar para ir a não ser aquele para o qual iremos (e que não pode ser conhecido de antemão por alguma organização de sábios, de seres mais conscientes ou mais evoluídos, possuidores de algum conhecimento superior dos mecanismos imanentes ou transcendentes à história) e de que as redes sociais distribuídas (as pessoas interagindo livremente) não são um instrumento para fazer a mudança mas já são a própria mudança.

Augusto de Franco

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os modelos de negócios sociais

Você não pode planejar redes ou forçar encaixá-las em qualquer padrão. Se você deseja obter qualquer valor a partir de uma rede, você não pode restringi-lá para ser uma rede estritamente de sua organização. Redes devem envolver os clientes/cidadãos e parceiros. Na verdade, cada participante de uma rede é um parceiro – não em algum sentido de marketing piegas, mas na realidade das trocas na rede. Redes apoiam a comunicação através de canais que você não previu com antecedência. Eles atravessam qualquer unidade organizacional que você possa ter definido – mesmo após a VSM [Viável Sistemas Modelo]. Por todas estas razões redes são grandes fontes de inovação – e a inovação é emergente.

via @ VernaAllee  (2012)