Arquivo da tag: afetos

 

doenca-coronaria

“O homem se sente garantido por uma superabundância de meios dos quais lhe parece normal abusar. Ao contrário de certos médicos sempre dispostos a considerar as doenças como crimes, porque os interessados sempre são de certa forma responsáveis, por excesso ou omissão, achamos que o poder e a tentação de se tornar doente são uma característica essencial da fisiologia humana.

Transpondo uma frase de Valéry, dissemos que a possibilidade de abusar da saúde faz parte da própria saúde” (Canguilhem, 1966/1978, p.162).

Leia no contexto onde foi citado : http://www.redehumanizasus.net/95048-acerca-do-normal-e-o-patologico-de-canguilhem-um-problema-contemporaneo#sthash.i2uMPLVC.dpuf
Anúncios

o mundo é feito de histórias

É tempo de viver sem medo.
As crianças são todas pagãs.
Eu saí a caminhar pelo bairro e encontrei uma menina que não devia ter mais que 2 anos, vinha brincando na direção oposta, e ela cumprimentava a grama, as plantinhas: “Bom dia, graminha!”
Nessa idade somos todos pagãos, somos todos poetas mas depois o mundo se ocupa de apequenar nossas almas. O mundo não é feito de átomos; o mundo é feito de histórias. As histórias permitem transformar o distante em próximo, possível e visível.

Eduardo Galeano

produção biopolítica: 

Todo aquele que trabalha com a informação ou o conhecimento, dos agricultores que desenvolvem determinadas sementes aos criadores de softwares, dependem do conhecimento comum recebido de outros e por sua vez criam novos conhecimentos comuns. Isto se aplica particularmente a todas as formas de trabalho que criam projetos imateriais, como idéias, imagens, afetos e relações. Daremos a este novo modelo dominante o nome de produção biopolítica, para enfatizar que não só envolve a produção de bens materiais em sentido estritamente econômico como também afeta e produzem todas as facetas da vida social, sejam econômicas, culturais ou política.
Negri e Hardt (2005, p. 1)